quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Boca


                                                   Gustav Klimt (1862 - 1918). Áustria, O beijo, 1907.


A boca que a tua toma sem respeitos,
De língua te penetra repentina,
Sabores de salivas, misturam-se perfeitos,
Beijo sáfico, sacana, de fêmea libertina.

Lábios que se esfregam molhados e sensuais,
Se exibem para nós, macha e fêmea sideradas,
Por nosso afogo em corpos homossexuais,
Fartando uma a outra de carícias putas e safadas.

Macha te penetro, com meu caralho, dildo ou pinto,
Como quiseres chama-lo, ele te rompe e desorienta,
Buceta adentro, minha fêmea te tornas eu te sinto.

Te vejo frouxa, lânguida para mim tua amante,
Gemebunda, de luxúria traficante e sedenta,
Do vício que te imponho, de que gostas exuberante.


sábado, 18 de novembro de 2017

Buceta


                                                        Gustave Courbet(1819 - 1877) França. L'origine du monde. 1866.

Buceta por onde eu gozo, por onde entram em mim,
Dedos, línguas e caralhos, artífices de todo meu prazer,
Objetos de minhas putarias indecentes, loucas e sem fim,
Por onde saem meus fluídos, líquidos que te apraz beber.

Pelos que cultivo e que emolduram essa porta infernal,
Esse pântano sensual onde aprisiono pintos duros,
Que me penetram corpo adentro, puro vigor seminal,
Fazendo de mim objeto de uso, de teus desejos impuros.

Lábios que ornamentam essa gruta de desejos,
Camadas sutis da carne excitada que pede e deseja
Estocadas viris, acompanhadas de putos beijos.

Buceta por onde eu gozo, despejando em ti meu descontrole,
Que bebes deliciado como o puro sumo da cereja,
Que viceja em meu sexo, louco em plena hipérbole.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Delícias orientais. Shunga VII




Em Macha, pauzuda e comedora, me transformo,
Ajusto, firme e rijo, o pinto que te fode com malícia
Pronta para te meter, te excito e doida te transtorno,
Enquanto me lubrificas, cheia de tesão e delícia

Safadas e vagabas, há muito que, gostosas, nos fodemos,
Sem jamais nos saciarmos, desses putos afazeres,
Rainha prevaleço, te domino e assim nos entendemos,
Gozando sem amor, somente o melhor dos prazeres.

Em pé te tranco na parede, pressiono forte em tua coxa,
Abro tuas nádegas gostosas, passeio o pau no rego,
Beijo-te a nuca,mordo, te masturbo minha te sinto frouxa.

Sinto tua fraqueza, estás inteira  entregue em meu poder,
Hoje Reino sobre ti, possuo corpo e alma, sem chamego,
Pois, indecente, te levo ao inferno da luxúria ao te foder.



quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A new submissive



Here is my latest servant, a slut I have mastered through my qualities as special powers of majestic Queen.
Steph is the name of this male specimen who serves me fervently, devoting all the time he has to exalt me and praise me.
Steph is a polysexual, like his Domme, able to satisfy me in all my perversions and all my experiences of pleasure and lust. You deserve to serve me Steph; and always praise your Queen Mariangela.






sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Delícias orientais. Shunga VI


Buceta por onde eu gozo, por onde entram em mim,
Dedos, línguas e caralhos, artífices de todo meu prazer,
Objetos de minhas putaria indecentes, loucas e sem fim,
Por onde saem meus fluídos, líquidos que te apraz beber.

Pelos que cultivo e que emolduram essa porta infernal,
Esse pântano sensual onde aprisiono pintos duros,
Que me penetram corpo adentro, puro vigor seminal,
Fazendo de mim objeto de uso, de seus desejos impuros.

Lábios que ornamentam essa gruta de desejos,
Camadas sutis de carne excitada que pede e deseja
Estocadas viris, acompanhadas de putos beijos.

Buceta por onde mijo, despejando em ti meu descontrole,
Que bebes deliciado como o puro sumo da cereja,
Que viceja em meu sexo, louco em plena hipérbole.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Delícias orientais. Shunga V




A língua ágil que escorrega, perpassa entre cú e buceta,
Tesa e flexível, doce e áspera em insana ambiguidade,
Que me excita e me faz relaxar as coxas em total afliceta,
Trêmula e pernibamba, pré orgasmo em plena promiscuidade.

O caralho duro que minha boca penetra já babado,
Venoso e cabeçudo, viril, promessa de porra ejaculada,
Membro que chupo presurosa, com gosto acre e suado,
O odor do sexo em plenitude, em minha língua safada.

Dedos canalhas que brincam espertos no meu rego,
Correspondências safadas solertes em teu saco,
Carícias degeneradas, putas e aplicadas em desapego.

Final esplendoroso, orgasmo mútuo, feliz e desejado,
Gozadas profundas simultâneas; eis uma ode a Baco,
Num beijo sujo,indecente, num fluído só que escorre liberado.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Delícias orientais. Shunga IV



Agora dominante, encaixo na buceta teu pau pulsante,
Sinto-o nos portais de meu sexo arfante,
Relaxo a virilha, técnica oriental, aprendida de outras era,
Engulo todo corpo adentro, olhando e uivando como fera.

Seguro forte esse caralho delicioso, direciono-o certeiro,
Sem vacilos e hesitações, exitoso penetra-me por inteiro,
Sento e sinto todo ele, provocando minha mente,
Excitando-me, exaltando-me fazendo-me de gozo doente.

Sinto que esporras, jorras dentro de mim teu sêmen quente,
Respondo e correspondo e verto para ti meu fluído lúbrico,
Mistura insolente, que nos satisfaz por sermos impudentes.

Porra densa e pegajosa, gostosa de sentir la dentro,
Mistura lasciva, produto de nossa loucura e tesão único,
Que nos leva ao paraíso, gozando os dois, fora de centro.


sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Delícias orientais. Shunga III.



Esperma quente que sobre mim escorre,
Final de foda transtornante, de putaria insana,
Fluido seminal que fecunda meu prazer que ocorre,
A cada estocada que dás em minha chana.

Sinto quando o pau retiras de minha buceta,
O ar que nela penetra  leve e afrescalhado,
Enquanto para finalizar teu gozo em punheta,
Excitas a cabeça desse pau duro arregaçado.

Jorra sobre mim esse líquido denso e leitoso,
Golfas na barriga, entre as coxas na virilha,
Peço mais, quero nas tetas o lacto pegajoso,

Quero sobre mim todo teu sêmen prepotente,
E te xingo quando gozas sobre mim a maravilha,
De teu prazer puto, vadio, ardente e indecente.


terça-feira, 24 de outubro de 2017

Delícias orientais. Shunga II.



Provocante e ambígua, exibo atributos que conheces,
Mostro e empino a bunda perfeita que sei que te transtorna,
Peço nela teu caralho, alivia a ânsia de que padeces,
Fode-me, faz de mim o depósito da porra que te estorna.

Rebolo para te atrair, requebro ancas e quadris,
Meneio o corpo, ida e vinda, irresistível me torno,
Sinto a tua sofreguidão e tesão, quase juvenis,
Calor próximo, teu pau sente minha buceta como forno.

Preferes meu cu, no entanto, meu puto do caralho,
Desbrava-me pregas, entras vitorioso e viciante,
Alarga-me de uma vez e de supresa, enfia no meu talho.

E mete, incessante vai e vem, crescente e possessivo,
Arfando e gemendo eu te conduzo como bacante,
Até ejaculares, dentro, esporrando como animal lascivo.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Delicias orientais. Shunga.I


Buceta imperial, imperativa e impositiva, órgão da desordem e cobiça,
Dos desejos sem perdão que vivem em nossas mentes em plena insanidade,
Receptáculo adequado a caralhos duros e venosos, bela e grossa piça
Pulsante e potente que nela penetram, estocando um útero sem piedade.

Buceta generosa, que se compraz em sexo total, que engole toda a porra,
Que ejacula dentro dela e responde gutural, sons imprecisos, degradantes,
Cheiro de sexo, mistura de fluídos, suores e odores, uivo de cachorra,
Esguichadas fatais, sensações mortais, animais, gritos instigantes.

Toda aberta curto toda essa tua penetrada precisa e triunfal,
Excitada peço, em soluços a afogueada, por uma foda sem trégua,
Confiante me entrego a tua sanha, a tuia tara e tua potência letal.

Quero teu sexo em minha mente e no corpo quero tua violência,
Desmaio de desejo dessa pica garanhuda em minha buceta de égua,
Gozando alucinada, fodendo como puta, sem sem dó e sem clemência.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Delicias Imperiais XIV. Império do Oriente.



Cuidados corporais  da amante/gueixa que te inspira,
Perfumes delicados que se desvelam em alcova crepuscular
Juntam-se a odores de sexo e sacanagem da puta que transpira,
Daquela que te atrai, te usa, abusa e te faz, alucinado, ejacular.

Preparos sensoriais, toques de cremes, lúbricos, lubrificantes,
Libido a flor da pele, quero o toque de seu caralho duro,
Entre coxas semi abertas, antecipando pegações instigantes,
Que redundantes, me farão, fora de mim, gemer em estado puro.

Afago pernas, rebolo a bunda entre lençóis envolta,
Penso em nova foda, desejo teu corpo, no meu te sinto,
Oferto-me à tua saciedade, com minha buceta revolta.

Delirante final absoluto, preparo-me para logo gozar,
Sinto n’alma e na mente um tremor incerto e prescinto,
Aquilo que me enxarca a buceta, tudo o que me faz agoniar.



domingo, 15 de outubro de 2017

Разве русские обманывали меня?


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Delícias Imperiais XIII. Império do Oriente.



Arte militar, milenar, transformista da sensualidade, erótica.
Corpo ofertado, submetido, disponível em plena consciência,
A qual busco perder, imobilizada, sentindo tua plenitude despótica,
À que me submeto sem remissão, desejosa de tua prepotência.

Amarras que sinto físicas outras mentais, afinal todas psíquicas,
Domínio fatal, maior não há, meu corpo todo a teu dispor,
Quero teu caralho, língua e dedos, castiga-me com taras oníricas,
Usa minha buceta, meu cu, esporra em mim, na boca sem amor.

Aperta as cordas no meu corpo, fere-me o físico e a mente animal,
Ferida ferirei a mim mesma, lançando a ti gemidos de gozo,
Como fera irracional te prenderei na buceta, meu recurso original.

Dominada te possuirei, submetida te dominarei, pois sabes como poucos,
Que sobre ti impero, que possuo teus sentidos, te controlo prazeroso,
Que sem te tocar farei teu pau ejacular como em festa de loucos.



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Delícias Imperiais XII. Império do Oriente.



Ata-me e devora-me, castiga-me como ordinária cadela,
Contempla-me e excita-te, põe em mim o teu caralho quente,
Esfrega meu corpo no teu, em minha boca teu tesão se desvela,
Enquanto ao sofrer nas tuas mãos, assim penetro em tua mente.

Dominar-te através do desejo, liberar-me de tanto anseio,
Sentir meu corpo fora de mim, me ver como louca fodendo,
Com vontade de me comer, enquanto teu pau manuseio,
Sentindo nas coxas, em meus pelos, o frescor do gozo escorrendo.

Imobilizada por ti, para ti me contorço, não te desobedeço,
Para meu macho puto em narcisa me torno, viro ninfa indecente
Insatisfeita eterna serei, sei que queres e  assim permaneço.

Jorrando seguidamente, sem toques e sem contatos,
Com um corpo por si insolente, gemendo como loba dormente
Rosnando como mulher desperta, pronta para teus mau-tratos.




segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Delícias Imperiais XI. Império do Oriente.



Tépidas águas que tocam o meu corpo tesudo e desejado,
Que sinto entrar entre as coxas molhando os meus pentelhos,
Essa umidade sestrosa que excita meu cu subordinado,
Penetra-me a buceta, molha minh’alma, desvela meus anseios.

Dedos ágeis que, pressurosos, sempre me acodem na ansiedade,
Necessários que são à inevitável arte do amor solitário,
Que vem da imaginação tardia, versando sobre uma foda sem piedade,
Putaria misantrópica, da monja masturbada com relicário.

É a vista que se embaça no leve vapor das águas, da foda ansiada,
Os olhos que se semicerram ao avanço da siririca potente e insolente,
A mente que se apodera do corpo excitado e age na pele arrepiada.

É o gozo que vem como onda de uma maré violenta,
Que soluça na buceta como em entardecer sombrio e indecente,
E sai dela afora, diluída e dissoluta, desta alma em tormenta.



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Delícias Imperiais X. Império do Oriente.



A tua espera um corpo que se cuida, uma fêmea que se põe a teu dispor,
Água fria que lava e limpa meu suor, prepara-me para foder,
Sinto no meu corpo, mamilos que endurecem, buceta em total frescor,
Imaginista indecorosa, sonho a acalento, sem amor, de gozo padecer.

Lavo, não perfumo, cheiro de rabo, excitado odor de cú, turbulento,
Movimento indecente, de corpo descontrolado, involuntário,
Resultado de desejos e tesões, livres da estúpida razão, violento,
Posições desconcertantes, imposição permissiva, ato libertário.

Coxas que se esfregam, mãos que percorrem um corpo preparado,
Que excitam partes ofertadas num tabernáculo onanista,
No santuário das punhetas, no altar das esporradas consagrado.

Eu me cuido, lavo e limpo e te ofereço filho de uma puta,
O prazer de outra vez me melar, de gososa me ter à sua vista,
E ejacular louco e insano comigo, tua fêmea e mulher bruta.



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Delícias Imperiais IX. Império do Oriente.




Como gueixa me preparo para a satisfação de nossas gônodas,
Para ejaculadas e esguichos infernais, putos e desavergonhados,
Para momentos em que, íntimo, esqueces quem fica em casa das bodas,
E vês naquela que não te ama, quem satisfaz teus vícios assanhados.

Rende e vende tua alma diante de meu corpo almejado,
Suplica àquela que imaginas possuir, tudo o que te nego,
Demanda meu corpo, bunda, boca e buceta, tudo desejado,
Mas nada concedido pela fêmea que te sou fatal quando te cego.

Ainda assim contempla-me, admira-me, sente em ti a vibração,
O sangue ululante que corre para teu pinto e o endurece,
O frenesi que transborda em tesão de tua alma em ebulição.

E mete essa pica, dura e pulsante, fode tua úmida amante,
Copula na que não te compreende e disso muito se envaidece,
Mas em quem, como o puto que és, te locupletas espumante.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Delícias Imperiais VIII

                                     Jacques-Louis David (1748 - 1825). França. Retrato de Henriette de Verninac.


Imagem ambígua, da mulher em enigma, decifra-me e me devora,
Da burguesa que, amante secreta, na cama revela o que gosta,
Daquela que em penumbra perde a decência e pede sem demora,
Um pau duro a chupar, tapas na bunda, uma foda imposta.

Retrato falaz, enganadora e fatal, a mulher ideal é apenas pura ilusão,
Veste branco, virginal floreal, pálida e lúcida, esconde que é rara,
Pois ninfa, em pleno cio, sabe o que quer e precisa, sempre em tesão,
E sugestiva ela atrai olhos e mentes de machos e fêmeas, mostra sua tara.

Por dentro do branco repousa a pele excitada, os pelos da buceta,
Cabelos no rego e junto do cú, se mesclam fluídos e sudoreses,
Ela sabe chamar um corpo tesudo e, como ninguém, aplicar-lhe punheta.

Sabe também, como poucas, conduzir um pau duro nela infalível,
Que penetra triunfante seu corpo adentro, antítese de asceses,
Supremo instrumento de intenso prazer, pulsando imbatível.


quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Delícias Imperiais VII

                                      Jean-Auguste Dominique Ingres (1780 - 1867). França. La Grande Odalisque.

Otomana imperial, cobiçada por habilidades corporais, fêmea secreta,
Submissa e dominante, como é frequente, é aquela que, poderosa,
Usa o homem a vontade e se diverte nas mulheres com prazer e indiscreta,
Odalisca sensual, de bunda majestosa, cadela de classe, de foda generosa.

Em jardins de aventuras indecentes, chupo e embuceto um caralho,
Ao som de muachachas indolentes, peço foda e prazer em falsa submissão,
Firmo coxas e pernas , rebolo ventre e quadris, sou a Rainha do serralho,
Atraio olhares, mentes e corpos, enredo todos nas teias de minha possessão.

Exibo meu corpo cuidado, minha pele porejante, de suores escorregadia,
Plena de fluídos me sinto, pois na  buceta pressinto que um gozo está por vir,
Libero tudo e sinto em pleno peito o arfar de teu foder, tua ânsia, tua ousadia,
Enquanto solto tudo em meu delírio, mijo, gemidos, gozando até sucumbir.

Sou a grande odalisca, aquela sonhada em desenhos, aquela exaltada em cores,
Olho para ti meu modelo e me masturbo solícita, solitária na conquista,
Sabendo que me pertences, que a mim te submetes, imaginando em tuas dores,
Que ao me comer me possuis, esporrando sobre mim, tua infiel anarquista.



segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Delícias Imperiais VI

                                                                                        Antonio Canova (1757 - 1822). Itália. Nayade.

Corpo em mármore modelado, projetado e perfeitamente imaginado,
Sou réplica ou modelo? Não sei. Sensual me vejo puta e me satisfaço.
Aprecio tuas formas, agrado-me das minhas, do escultor predestinado,
À minha beleza apreciar, e a sucumbir ao fascínio de meu corpaço.

Exibo-me em pose estática, fria como o mármore que me retrata,
Sinto o gozo que não sentes? Eu sei. Roço na cama buceta e mamilos,
Ergo a bunda e provoco, saio da frieza marmórea que te contem exata,
Transgrido tuas normas, ultrapasso teus sentidos perfeitos e tranqüilos.

Rebolo sobre mim mesma, exalto meu corpo e abuso de minha sedução,
Excito-me e te excito, bem sei, pois mesmo daqui, do outro lado antevejo,
Teu pau duro e cabeçudo, punhetado por mim livre e solto sem perdão,
Arregaçado e exposto, pedindo entrada em meu corpo, louco de desejo.

E agora que gozaste, imaginando em mim ejacular, meu puto louco e imoral,
Retorna ao teu pensar, ao teu mundo imperfeito no qual não me tens possuída,
Pois em artifício mágico e sorrateiro, sacana e indolente, típico de mulher fatal,
Em fotografia me transformo, como em teu mármore, perfeitamente concebida.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Delícias Imperiais V

                            Antonio Canova (1757 - 1822). Itália. Pauline Bonaparte como a Vênus Vencedora.

Imperial e leviana, secreta meretriz que, canalha, se aprecia,
Exibicionista e narcisista, meu próprio corpo é visão que me sacia.
Acaricio e aliso a pele alva, arrepio os meus poros no contrapelo,
Excito-me e me masturbo, potente, indômita em desmazelo.

Imperiosa e sedutora, rápida, em chupadora de pau eu me transvio,
Peço foda, me ofereço a baixo preço, mereço machos em meu desvio.
Da pose impávida e serena, clássica, em plena expressionista me vejo,
Delirando promíscua, em mares de porra e fluídos de desejo.

Assombrada e assombrosa me surpreendo, cheia de taras de piranha,
Sem temores, no entanto, prostituo um corpo belo, treinado na artimanha.
Tudo prometo, tudo dou, mas nada concedo, pois sou a mulher fatal,
Aquela que, secreta, nunca anônima, vive na tua mente, feroz e imoral.

Aprecia então meu puto, a minha insanidade neoclássica e imperial,
Empunha firme esse caralho duro e venoso, esfrega essa cabeça venial.
Punheta por mim, excita-te me vendo em pose imperial de fêmea fatídica,
Goza, ejacula e esporra, lança ao ar por mim, tua paixão louca e impudica.




quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Delícias Imperiais IV

Monumens de la vie privée des XII Césars 1780. Pierre d’Hancarville(1719 – 1805), França.

Chupadas ancestrais, oralidade nascente, virtude indecente,
Busco tua língua com buceta ululante, úmida e ruidosa,
Procuro em minha tara o que se fez e o que se fará novamente,
Nesse contato antigo e canalha, coisa de puta indecorosa.

Da Roma antiga herdei essa mente de cadela voluptuosa,
De Césares degenerados sublimei o desejo descontrolado,
Experimento em ti a excitação crucial, vontade ímpia e imperiosa,
De verter em tua boca um esguicho vaginal e avassalado.

Rebolo a bunda em espaços e situações imaginistas,
Lanço a frente quadris descontrolados em meneios,
Estremeço e sinto as aflicetas que se aproximam narcisistas,

Uivo e xingo, clamo putarias e lanço ao ar como maldições,
Toda a fúria que me invade em todos os meus loucos anseios,
Quando inundo tua boca de prazeres pecados e perdições.